terça-feira, 13 de dezembro de 2011

CPI denuncia que rede de exploração sexual está mais organizada

Os membros da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) entregaram nesta terça-feira, 13, oficialmente, o relatório dos trabalhos de investigação da rede de exploração sexual de crianças e adolescentes em Fortaleza. Segundo o presidente da comissão, vereador Antônio Henrique (PTN), essa rede está maior e mais organizada do que o que foi constatado nas duas CPIs anteriores.

O método de trabalho da equipe foi direcionado a mapear o fator social do problema e a dinâmica da forma de organização criminosa criada em torno do crime de exploração. “A tarefa desta CPI foi árdua. Nosso povo não aceita que suas crianças sejam exploradas”, declarou Antônio Henrique.

Embora não possam ser divulgados, dados do relatório da CPI apontam a participação de bares, pousadas e outros estabelecimentos no circuito que facilita a exploração sexual. “O tema merece atenção de todos pelo fato de ser um problema que lamentavelmente está presente no dia a dia.”

Para Antônio Henrique, a falta de punição nesses casos, às vezes, tem origem na própria família, que não denuncia, e reflete a necessidade de ampliar o alcance das políticas públicas que assegurem a proteção de crianças e adolescentes.

Números da CPI
13 audiências públicas realizadas
18 reuniões com representantes de instituições
12 depoimentos de pessoas ligadas à órgãos públicos, a entidades de classe, a estabelecimentos comerciais sob suspeita e Organizações Não-Governamentais (ONGs)

(Boletim da Câmara Municipal de Fortaleza)

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